mulheres no mundo já enfrentaram violência física ou sexual ao longo da vida.
Fonte: Organização Mundial da Saúde, 2026Dar voz é apenas o começo.
É preciso transformar escuta em proteção.
The Her Voice é um projeto criado em Genebra para contribuir com a prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes, ampliar o acesso à informação e fortalecer caminhos de orientação para mulheres em situação de vulnerabilidade.
“O projeto nasceu da minha história, mas existe para transformar experiência em prevenção, informação e ação.”Ana Paula Borgeti · Fundadora
- Estágio
- Em desenvolvimento · fase de pesquisa e validação
- Base
- Genebra, Suíça
- Alcance previsto
- Brasil, Suíça e Europa
- Idiomas
- PT · EN · FR · IT · DE
01Por que agir
O silêncio também é parte da violência.
Por trás de cada número existe uma infância interrompida, uma mulher silenciada e uma comunidade que poderia ter agido antes.
crianças na Europa é vítima de alguma forma de violência sexual durante a infância.
Fonte: Conselho da Europados adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que usam internet relataram exploração ou abuso sexual facilitado por tecnologia em apenas um ano.
Fonte: UNICEF, Disrupting Harm Brazil02Nossa direção
Informar antes. Proteger melhor.
Construir com responsabilidade.
Prevenção
Desenvolver comunicação e propostas educativas que ajudem crianças, famílias e comunidades a reconhecer riscos, limites e caminhos de ajuda.
Informação
Ampliar o acesso a fontes confiáveis, serviços oficiais e conhecimentos que reduzam o isolamento e o silêncio.
Cooperação
Construir o projeto ao lado de especialistas, instituições, universidades e organizações comprometidas com proteção e direitos humanos.
03História e propósito
Um projeto que nasceu da experiência
e se transforma em ação.
The Her Voice é um projeto social internacional criado por Ana Paula Borgeti, brasileira residente em Genebra, a partir de sua própria experiência como sobrevivente de abuso sexual na infância e de sua busca por compreender como diferentes sociedades podem proteger melhor crianças, adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade.
O projeto encontra-se em fase de construção e desenvolvimento. Neste momento, busca conhecimento técnico, parceiros institucionais, especialistas, voluntários e organizações que possam contribuir para sua evolução responsável no Brasil, na Suíça e em outros países europeus.
04Conselho consultivo
Nenhuma decisão técnica
tomada por uma pessoa só.
O conselho consultivo é o órgão que revisa materiais, valida decisões técnicas e responde pela integridade do projeto. Está em formação: as cadeiras abaixo definem as competências necessárias, e os nomes e instituições serão publicados à medida que cada adesão for confirmada por escrito.
Proteção da infância
Profissional com experiência em sistemas de proteção e em protocolos de salvaguarda.
Psicologia clínica
Especialista em trauma e em desenvolvimento infantil e adolescente.
Educação
Docente ou gestor escolar com prática em programas de prevenção em sala de aula.
Direito e conformidade
Jurista em direitos da criança, proteção de dados e direito associativo suíço.
05Método e maturidade
Um caminho por etapas,
com validação em cada uma.
O projeto avança de forma deliberada: nenhuma etapa é iniciada sem consulta a especialistas e sem critérios claros de responsabilidade.
Pesquisa e escuta
Mapeamento de serviços oficiais, literatura e boas práticas no Brasil, na Suíça e na Europa, com consulta a especialistas.
Validação técnica
Revisão da proposta educativa e dos materiais por profissionais de proteção infantil, psicologia, pedagogia e direito.
Piloto acompanhado
Aplicação em escolas e organizações parceiras, com protocolos de salvaguarda e avaliação independente dos resultados.
Estruturação institucional
Formalização jurídica, governança, prestação de contas pública e ampliação com instituições parceiras.
06Teoria de mudança
Do problema ao resultado,
com o que será medido.
A lógica de intervenção do projeto em uma página: o problema que abordamos, o que fazemos a respeito, o que esperamos mudar e como isso será verificado.
Problema
- Crianças e adolescentes chegam à adolescência sem vocabulário para reconhecer e nomear abuso.
- Adultos de referência não sabem como reagir a um sinal ou a uma revelação.
- Informação sobre serviços oficiais é dispersa e raramente multilíngue.
Atividades
- Materiais educativos por faixa etária, validados por especialistas.
- Formação de educadores e orientações para famílias.
- Diretório multilíngue de serviços oficiais de proteção e apoio.
Resultados esperados
- Crianças reconhecem limites e sabem a quem recorrer.
- Escolas aplicam um procedimento claro de escuta e encaminhamento.
- Mulheres em vulnerabilidade acessam serviços oficiais mais cedo.
Indicadores
- Materiais aprovados em revisão técnica independente.
- Educadores formados e escolas com protocolo adotado.
- Variação de conhecimento antes e depois, medida em pré e pós-teste no piloto.
07Evidências
O que a literatura internacional
estabelece sobre o problema.
Síntese das evidências de saúde pública, direitos humanos e proteção da infância que fundamentam a existência de iniciativas de prevenção. As fontes utilizadas estão listadas ao final da seção.
A violência não termina quando o abuso termina
A Organização Mundial da Saúde documenta que a violência sexual está associada a consequências que persistem por anos após o fim da agressão, afetando de forma mensurável a saúde mental e física ao longo da vida.
Base: Organização Mundial da Saúde
O impacto começa na infância
A OMS e o UNICEF registram que a exposição à violência na infância interfere no desenvolvimento neurológico e emocional, com repercussões observáveis no percurso escolar e na construção de vínculos.
Base: Organização Mundial da Saúde e UNICEF
O silêncio também causa danos
Análises da ONU Mulheres indicam que a maioria dos casos não é comunicada às autoridades e que a revelação ocorre, com frequência, anos após os fatos. Os fatores que retardam a denúncia são recorrentes e documentados. O intervalo entre o fato e a revelação reduz o acesso a atendimento, proteção e reparação.
Base: ONU Mulheres
Por que a prevenção importa
A literatura de saúde pública e os instrumentos do Conselho da Europa convergem: a prevenção é mais eficaz quando combina informação acessível, educação continuada, identificação precoce e redes de proteção capazes de agir antes do agravamento.
Base: Conselho da Europa, Convenção de Lanzarote
É nesse escopo — informação acessível, prevenção educativa e cooperação institucional — que o The Her Voice se situa, como contribuição complementar ao trabalho de serviços públicos, escolas e organizações especializadas.
Origem do projeto
A fundadora do projeto viveu violência sexual na infância. Ao longo de sua trajetória em Genebra, teve contato com diferentes estruturas de proteção e de atendimento a vítimas, e com as diferenças de abordagem entre países. Essa vivência, aliada ao estudo dessas estruturas, orientou a decisão de converter experiência pessoal em um projeto de prevenção, informação e cooperação institucional.
Fontes e referências oficiais
08Proposta em desenvolvimento
Eu Escuto Você
nas Escolas
Uma proposta educativa em desenvolvimento que pretende contribuir para que escolas, famílias e comunidades estejam mais preparadas para falar sobre proteção, limites, direitos e prevenção da violência.
Sua implementação dependerá de parcerias e validação técnica por profissionais de pedagogia, psicologia, proteção infantil, direito e instituições de ensino.
A proposta poderá incluir
- Materiais educativos adaptados por faixa etária.
- Conteúdos sobre proteção, limites e direitos.
- Formação construída com especialistas para educadores.
- Orientações para famílias e comunidades.
- Conexão responsável com serviços oficiais de proteção.
09Ética e salvaguarda
Compromissos que orientam
tudo o que o projeto publica.
Trabalhar com prevenção da violência exige limites explícitos. Estes princípios definem o que o The Her Voice faz — e o que deliberadamente não faz.
Não somos serviço de emergência
O projeto não presta atendimento clínico, jurídico ou policial. Toda situação de risco é encaminhada aos serviços oficiais do país da pessoa.
Não solicitamos relatos
Nenhum canal do projeto pede testemunhos, imagens ou dados sensíveis sobre situações de violência. O contato é institucional.
Nenhum material sem validação
Conteúdos educativos só são publicados após revisão de profissionais qualificados em proteção infantil, psicologia, pedagogia e direito.
Proteção de dados
Dados enviados são usados apenas para responder ao contato, não são vendidos nem compartilhados, e seguem o GDPR e a legislação suíça (nLPD).
10Estrutura e documentos
Transparência antes
de qualquer obrigação legal.
Os dados institucionais do projeto e os documentos que regem sua atuação, publicados no estado em que se encontram — disponíveis, em preparação ou em revisão externa.
- Forma jurídica prevista
- Associação sem fins lucrativos de direito suíço (art. 60 ss. CC) — em constituição
- Sede
- Genebra, Suíça
- Registro comercial
- A publicar após a constituição
- Financiamento atual
- Recursos próprios da fundadora. O projeto não realiza campanhas públicas de arrecadação.
- Responsável pelo projeto
- Ana Paula Borgeti, fundadora — contato@voiceforher.org
Política de Salvaguarda e Conduta
Princípios, limites explícitos, procedimento de encaminhamento, código de conduta e proteção de dados. Versão 1.0.
Estatutos da associação
Objeto social, órgãos, competências e regras de dissolução, conforme o direito associativo suíço.
Nota metodológica
Critérios de seleção das fontes estatísticas, datas de referência e limites de comparabilidade entre países.
Relatório de progresso
Prestação de contas voluntária das atividades, parcerias e aprendizados de cada semestre.
11Informação responsável
Recursos externos e
caminhos oficiais de ajuda.
The Her Voice não presta atendimento de emergência. Estes contatos direcionam para serviços oficiais ou especializados.
Brasil
Emergência: 190. Central de Atendimento à Mulher: 180. Direitos Humanos: Disque 100.
Suíça
Emergência policial: 117. Assistência às vítimas: procure o centro LAVI/Opferhilfe do seu cantão.
Europa
Emergência: 112 nos países da União Europeia. Consulte também os serviços oficiais do país onde você se encontra.
12Construção coletiva
Nenhum projeto de proteção
deve ser construído sozinho.
The Her Voice busca instituições, especialistas e profissionais que compartilhem o compromisso com a prevenção da violência, a proteção da infância, a informação responsável e o acolhimento de mulheres vulneráveis.
O que o projeto busca neste momento
- Revisão técnica da proposta educativa por especialistas em proteção infantil.
- Escolas e organizações dispostas a acolher um piloto acompanhado.
- Orientação sobre formalização institucional e governança na Suíça.
- Cooperação com pesquisa acadêmica e com serviços oficiais de atendimento a vítimas.
13Sala de imprensa
Material para jornalistas
e cobertura responsável.
Texto institucional para citação, orientações editoriais e canal dedicado a solicitações de imprensa.
Texto institucional para citação
The Her Voice é um projeto social internacional em desenvolvimento, com base em Genebra, criado por Ana Paula Borgeti. Dedica-se à prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes, ao acesso à informação confiável e ao fortalecimento de caminhos de orientação para mulheres em situação de vulnerabilidade, no Brasil, na Suíça e na Europa. O projeto atua em cooperação com especialistas e instituições e não presta atendimento de emergência.
Disponível em português, inglês, francês, italiano e alemão — selecione o idioma no menu superior. Kit de identidade visual em preparação.
Imprensa: contato@voiceforher.org · assunto “Imprensa”. Resposta em até cinco dias úteis.
Orientações para cobertura
- Não identificar vítimas, direta ou indiretamente, incluindo por contexto reconhecível.
- Não descrever métodos de abuso com detalhe operacional.
- Incluir sempre os canais oficiais de ajuda do país da publicação.
- Citar as fontes e as datas de referência das estatísticas utilizadas.
- Não solicitar ao projeto entrevistas com sobreviventes nem casos individuais.
14Contato institucional
Vamos construir
essa evolução juntos.
Este formulário é destinado a contatos institucionais, propostas de colaboração e informações gerais. Ele não funciona como serviço de emergência ou atendimento psicológico, médico ou jurídico.
Email: contato@voiceforher.org